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Natã Vieira (Vieirinha)

Meu nome é Natã Vieira, nasci em junho do ano de 1983, duas décadas depois me tornei por escolha própria e não forçada (rs) em sociólogo. Em 2006 virei pai de uma menina, que hoje tem cinco anos, chamada Ana Elis e ,já detentora de uma pequena e querida coleção de 10 discos. Bem! Mas antes de tudo isso, cronologicamente falando, eu vivo no meio de discos.

Antes de ser colecionador de discos, sou mesmo é colecionador de música, ou melhor, colecionador das sensações que a música me trouxe durante a vida. Parafraseando um camarada poeirento, o que sempre me importou foi o conteúdo, não o continente. Mas, se puder escolher um continente pra morar, esse será circular, com sulcos e feito de cloreto de polivinila.

Cresci com muita música em casa, mas não com músicos e sim com a música deles, gravada em alguma mídia. O que nos leva diretamente pra seus formatos, os quais mais me habituei, o LP, o K-7 e o CD.

Não tem jeito! A cantilena é verdadeira: música tem cheiro, tem cor, tem sabor… ahhh e som também, claro. Nos sábados, saia pra gravar fitas K-7, em uma loja de discos da minha cidade, Feira de Santana-BA, gravava e pagava música por música. Pois é, moleque sem um tostão, era assim ou com os amigos da “cena” rock da cidade. Desse jeitinho em dois meses gravei minha primeira fita k-7 com o The Number of The Beast do Iron Maiden.

Nos domingos eram os LPs quem conduziam a casa, basicamente com a boa Musica Popular Brasileira. Levantava de manhã, assistia com meu pai o Viola Minha Viola, meio inconscientemente é verdade, eita programa que eu gosto!! E depois era o dia inteiro: Elis Regina, Nelson Gonçalves, Chico Buarque, Caetano, Gil, Noel, Ney Matogrosso, Noite Ilustrada e por ai vai. É bem verdade que naquela época eu estava mais pra Metallica do que pro mestre boêmio Nelson Gonçalves, mas isso mudou com o tempo.

Em 1999 saímos da Princesinha do Sertão e fomos morar na “Cidade da Bahia”. Por vários motivos os discos da casa que sobraram depois da invasão do CD, uns 80 LPs, foram parar no meu quarto, lá eles ficaram um tempinho. Eu olhava eles… eles me esperavam… até que resolvi pegar e ouvir alguns e ai peguei de novo a doença.

Hoje tenho minha coleção e os primeiros discos que vieram de casa são como aquela massa de pão que nunca acaba e vão produzindo novos pãezinhos, bolachas, como queiram. Assim é que os velhos discos recebem os irmãos que vão chegando: LPs, compactos, 10 polegadas, 78 rpm, empoeirados, lacrados, nacionais, importados e baianos.

Grande Abraço

Site: Vieirinha’s Blog

Twitter: @natavieira

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6 Respostas para “Natã Vieira (Vieirinha)

  1. Olá pessoal, nasci em 1947, e minha saudosa mae tinha coleção de todos os cantores da epóca até os anos 90, e pelo que sei apesar de seu tamanho era bem mais duravel do queo cd ou dvd , quem ainda tem é uma reliquia, porém nossa ancedencia que vem esta e vem por aí o comodismo é maior
    agora musica é no cartão de mem´ria ou pendrive e caixa som debaixo do braço

    • Pois é Luís, essa discussão do conflito de gerações e as novas mídias é um papo bem amplo, que envolve recordações, questões técnicas, mitos. Vamos falar disso aqui no blog tb. Obrigado pela visita e continue prestigiando.
      Abração

  2. Obrigado pela visita, Luís! A gente vai falar muito aqui sobre esse extenso debate do comodismo e conflito de gerações! Abraços e volte sempre!

  3. Pingback: [VinilCast] Episódio #1 – Manias e curiosidades em colecionar discos | Uma Vida Entre os Discos

  4. Pingback: [VinilCast] Episódio #2 – Colecionismo e acumulação | Uma Vida Entre os Discos

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